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Domingos da Criação

grupo de los domingos
[crédito?]
grupo de los domingos
[crédito?]
grupo de los domingos
[crédito?]

Arte, educação, festa, protesto... tudo isso e nada disso. Situando-se em meio às mudanças radicais vividas na arte e na cultura nos anos 60 e 70, no auge da ditadura militar no Brasil, os Domingos da Criação, série de eventos experimentais abertos ao público, organizados pelo crítico e curador Frederico Morais no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1971, na época coordenador de cursos do museu, foram determinantes para a ampliação dos sentidos públicos da arte e da educação como do próprio conceito de museu. 

Realizados de janeiro a agosto daquele ano, cada um dos seis eventos que integraram a série elegeu um material específico –papel, fio, tecido, terra, som e corpo– como conceito central, determinando a natureza das atividades propostas e enfatizando, com isso, o simples, o precário, o cotidiano, o tátil, o corporal e o coletivo. A série contou com a colaboração de vários artistas visuais como Antonio Manuel, Carlos Vergara e João Goldberg, bem como outros que atuavam em diferentes modalidades criativas na época, tais como o diretor de teatro Amir Haddad e os dançarinos /coreógrafos Klauss e Angel Vianna.  Artistas, materiais, públicos, museu, jardim e cidade – todos corroborando para a construção do que Frederico chamou da “tessitura do domingo”. Não o domingo burocrático "do clube social” ou do “almoço em família”, como diz Frederico,  mas um domingo de criação em que cada material anunciava, a partir de seu nome, a energia e o tom que se buscava gerar com cada encontro – Um domingo do papel, O domingo por um fio, O tecido do domingo, Domingo terra a terra, O som do domingo, e O corpo a corpo do domingo.

Domingos da criação: Uma coleção poética do experimental em arte e educação

A publicação Domingos da criação: uma coleção poética do experimental em arte e educação (Mesa: 2017), organizado por Jessica Gogan em colaboração com Frederico Morais, resgata e revisa a história dos eventos. Concebida como um livro-arquivo composto por diversas camadas – fotos dos Domingos, seleção de artigos de Frederico e outros em jornais da época, entrevistas com artistas e colaboradores nos eventos e ensaios críticos – a publicação busca gerar uma plataforma de memória e reflexão sobre os Domingos e seus sentidos ampliados de arte e educação no contemporâneo. O projeto do Grupo de los domingos é um de seus desdobramentos. Conheça um pouco mais do livro aqui.

Ressonâncias 50 anos depois - Aquela menina

Por ocasião do 50º aniversário dos Domingos da Criação, o Instituto Mesa realizou o curta Aquela menina (2021) em colaboração com a produtora Matizar, responsável pelo documentário Um domingo com Frederico Morais, lançado em 2011. O curta apresenta o reencontro de uma participante dos Domingos da Criação com Frederico Morais mais de quatro décadas após a realização do projeto.